OTTO RANK –CARL ROGERS – ROLLO MAY-FRITZ PERLS……
"A correta didática da análise é aquela que não difere em nada do
tratamento curador. Como, realmente, poderá o futuro analista aprender a
técnica se ele não a experimenta exatamente como deve aplicá-la depois?"
- Extraído de uma carta a Jessie
Taft, citada em "Denial of Death (A Negação da Morte)", de Ernest
Becker
Projeção e
Identificação
"Quanto mais rica - ela é, mais variada e completa - a vida emocional de um indivíduo, menos ele tende à projeção, e mais inclinado ele será à identificação. Sua válvula de escape e satisfação vem da identificação de si mesmo com as emoções do outro. Por outro lado, quanto mais estreita e restrita é a vida de um indivíduo, mais intensas serão as suas poucas emoções, menos inclinado a, e menos capaz de, identificar-se - a falta do que ele tem de compensar através da projeção. Projeção, assim prova-se ser um mecanismo de compensação que ajusta uma ausência/falta interna. Identificação, por outro lado, é uma expressão de abundância, do desejo por união, por alianças, por compartilhamento."
"Quanto mais rica - ela é, mais variada e completa - a vida emocional de um indivíduo, menos ele tende à projeção, e mais inclinado ele será à identificação. Sua válvula de escape e satisfação vem da identificação de si mesmo com as emoções do outro. Por outro lado, quanto mais estreita e restrita é a vida de um indivíduo, mais intensas serão as suas poucas emoções, menos inclinado a, e menos capaz de, identificar-se - a falta do que ele tem de compensar através da projeção. Projeção, assim prova-se ser um mecanismo de compensação que ajusta uma ausência/falta interna. Identificação, por outro lado, é uma expressão de abundância, do desejo por união, por alianças, por compartilhamento."
(...) Em 1924 Rank publicou
"O Trauma do Nascimento", explorando
como a arte, mito, religião, filosofia e terapia foram iluminadas pela "ansiedade de separação" na
"fase antes do desenvolvimento do Complexo de Édipo" (p.216 - do
original). Mas não existia tal fase nas teorias de Freud. O Complexo de Édipo, explicado por Freud exautivamente,
era o núcleo da neurose e a fonte original
de toda arte, mito, religião, filosofia, terapia - de toda cultura humana e
civilização. Foi a primeira vez que alguém do círculo interno se atrevera a
sugerir que o Complexo de Édipo pudesse não ser o supremo fator causal na
psicanálise. Também foi a primeira vez que alguém no círculo interno se
atrevera a sugerir que haveria um complexo "pré-Edipiano" - um termo
que não existira até aquele ponto. Rank foi o primeiro a usar o termo
"pré-Edipiano" em um fórum público psicanalítico em 1925 (Rank, 1996,
p.43 - do original). Na nova edição do Dicionário Oxford Inglês, Rank será
creditado como criador desse termo, que se pensava ter sido introduzido por
Freud em 1932.
Rollo May, um pioneiro da psicoterapia existencial nos Estados
Unidos, foi profundamente influenciado pelas leituras e escritas pós-freudianas
de Rank, e sempre considerou Rank o mais importante precursor da terapia
existencial. Logo após sua morte, Rollo May escreveu o pósfácio a coleção
editada por Robert Kramer dos escritos americanos de Rank. "Sempre achei
Otto Rank o grande gênio irreconhecido no círculo de Freud," disse May
(Rank, 1996, p.xi - do original).
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Rollo May: 1903-1995
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Em 1936 Carl Rogers, o psicólogo mais influente nos EUA depois de William James, convidou Otto Rank a fazer uma série de leituras em Nova Yorque sobre os modelos pós-freudianos de terapia experiencial e relacional rankianos. Rogers se transformou com essas leituras e sempre creditou Rank por haver moldado profundamente a terapia "centrada no cliente" e toda a profissão de counselling. "Eu me contaminei com as idéias de Rank," disse Rogers (Rank, 1996, p.263 - do original)
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Carl Rogers: 1902-1987
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O escritor Paul Goodman, que foi
co-fundador com Fritz Perls do método da Gestalt de psicoterapia, um dos mais
populares no mundo atualmente, e um que usa o modelo aqui-e-agora de Rank no
seu trabalho, descreveu as
idéias pós-freudianas de Rank sobre arte e criatividade como "acima dos
elogios (beyond praise)" em Gestalt Terapia. (Perls, Goodman and
Hefferline, 1951, p.395 do original).
| Paul Goodman: 1911-1972 |
| Fritz Perls: 1893- 1970 |


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