Imaginação
Ativa
A Psicologia Analítica, de Carl Gustav Jung, propõe
a “imaginação ativa” como uma maneira dialética particular de lidar com o
inconsciente. Esta técnica consiste em quatro fases: libertar-se do fluxo de
pensamento do ego; deixar que uma imagem de fantasia do inconsciente flua para
o campo da percepção interior; conferir uma forma à imagem relatando-a por
escrito, pintando-a, esculpindo-a, escrevendo-a como uma música ou dançando-a;
confrontar-se moralmente com o material produzido/imaginado (FRANZ, 1999).
Durante a “imaginação ativa” não existe uma meta
que obrigatoriamente tenha que ser atingida, nenhum modelo, imagem ou texto a
ser usado, nenhuma postura ou controle da respiração são recomendados, o
paciente não se deita e nem o terapeuta participa das fantasias.
A pessoa simplesmente começa com o que vem de
dentro dela, com uma situação de sonho relativamente inconclusiva ou uma
momentânea modificação do estado de espírito. Se surge um obstáculo, a pessoa
que medita é livre para considerá-lo ou não como tal; é ela que resolve como
deve ou não reagir diante dele (FRANZ, 1999, p. 179).
FRANZ, Marie-Louise von. Psicoterapia. São Paulo : Paulus, 1999

Nenhum comentário:
Postar um comentário