quarta-feira, 17 de abril de 2013

BOSSA E CENTENÁRIO DE VINÍCIUS



ERA MAIS OU MENOS ASSIM:

BEIRA DO MAR E BOSSA NOVA.GENTE INTELIGENTE, ANTENADA, GENTE BONITA E BOSSA NOVA. UM AR DE SONHO E... BOSSA.

BEIRA DO MAR RIMA COM VINICIUS E CAYMI, TEMPO DE SOBRA , COQUEIRO E O VIOLÃO.

CÉU MUITO AZUL, UM DEDILHADO LIMPO, POÉTICO, SUAVE, VINDO LÁ DA SOMBRA.

CHICO E TOM, CADÊ O JOÃO, MIUCHA TÁ AÍ? FOI COM NARA?

A POESIA SE FAZ COMO SE FAZ A LUZ, O SOL, A BRISA. EU E A BRISA. E OS INESPERADOS.

TUDO BRANDO, CIVILIZADO, GENTIL.TODO MUNDO SÓ QUERENDO SER FELIZ.

JOÃO FOI VER BARQUINHOS. INÚTIL PAISAGEM.MAS PRA QUE TANTO CÉU, PRA QUE TANTO MAR, PRA QUE?

ALGUNS PENSAM. OUTROS SÃO PENSADOS.

A VIDA VISTA DA JANELA. SÓ CAROLINA VÊ O TEMPO PASSAR. SERÁ?

NO BAR ROLA A PROSA DE PRIMEIRA LINHA. ALTO NÍVEL.GENTE LIDA, INFORMADA.

UMA VONTADE LOUCA DE CANTAR, FAZER VERSO, VIAJAR.

O DIA NÃO TEM HORA PRA ACABAR.A NOITE NEM SONHA, AINDA.

MAS...SEMPRE TEM UMA MARIPOSA PRESA NO CORAÇÃO.RESSACA DA ALMA.

UMA LIGEIRA SOMBRA DE MELANCOLIA.BATER DE ASAS.ESCURECE.

SENTIMENTAIS. “TODOS NÓS HERDAMOS DO SANGUE LUSITANO UMA BOA DOSE DE LIRISMO”... VEM, RUI GUERRA. ABRASILEIRAR-SE.CHICO ESPERA.

E NA MELODIA INGÊNUA E SUAVE, ENCAIXA-SE COM PERFEIÇÃO A POESIA PURA E DOCE,

QUE NÃO CONSEGUE DISFARÇAR OS CORAÇÕES  INFLADOS, RUBROS, INTENSAMENTE APAIXONADOS, E PORISSO, DOÍDOS, E COMO DÓI.É PRECISO APRENDER A SER SÓ...

MAIS MÚSICA, DERRAMA VERSO...DE TUDO AO MEU AMOR SEREI ATENTO....

NA CIDADE, O NEON ENFEITA A PAIXÃO, A DOR, E DÁ COR ÀS NOTAS E PALAVRAS, TONTAS PALAVRAS, ONDE VÃO? PARECE QUE POR TRÁS DE TUDO UM FANTASMA SEM HUMOR JÁ SONDAVA.

A GENTE É JOVEM, AH! DOCE ILUSÃO DE UM MUNDO DE BRINCADEIRA ,UMA VIDA SÓ DE FÉRIAS. BELA BOSSA, BELOS GÊNIOS, GRANDE PÁTRIA,TUDO É FÁCIL, SIMPLES E POSSÍVEL.

E SE FAZ A MÚSICA DO SÉCULO.DEFINITIVA.UNIVERSAL.

DEPOIS VEM A CHUVA.TEM RAIO E TROVÃO. O QUE SERÁ DE NÓS?

A VIDA CONTA TUDO NUM LIVRO MUITO, MUITO GRANDE.
Eliana R. C. Miranzi.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ANIMA MUNDI


JUNG

- Jung moveu-se em direção a uma concepção de arquétipos como padrões autônomos de significado que informa a ambos: psique e matéria, providenciando uma ponte entre o interior e o exterior. A sincronicidade postula um significado que está a priori em relação a consciência humana e aparentemente existe fora do homem.

 

Sempre que entramos em contato com um arquétipo entramos numa relação com fatores transconscientes e metafísicos.

 

Os últimos trabalhos de JUNG aproximaram intimamente a compreensão de um mundo com alma, uma alma do mundo- anima mundi – na qual a psique humana participa e com a qual ela compartilha os mesmo princípios ordenadores de significado.

 

Jung considera a natureza essencial da psique humana como sendo religiosa.

 

Segundo Jung, a humanidade tem suas vias para estabelecer estas conexões:

“O mito é pré eminentemente um fenômeno social: é contado por muitos e ouvido por muitos. Ele oferece a inimaginada e ultima experiência religiosa: uma IMAGEM, uma forma na qual se expressar, e isto torna a vida comunitária possível”.

 

Jung também coloca no que diz respeito à encarnação de Deus :

“O ego é participante do sofrimento de Deus. Nós nos tornamos participes da natureza divina. Nós somos o vaso do sofrimento da Divindade no corpo”.

 

A individuação e a existência individual são indispensáveis para a transformação de Deus. A consciência humana é o único olho vidente da Divindade.

 

Apesar da encarnação divina ser um evento cósmico e absoluto, ele apenas se manifesta empiricamente naqueles relativamente poucos indivíduos capazes de consciência suficiente para tomar decisões éticas, isto é,  decidir pelo bom.

 

O conhecimento do que é bom não é dado a priori, para isto é necessário uma consciência capaz de discernir e distinguir. Não uma tal coisa como O BOM em geral, porque algo que é definitivamente bom em uma situação pode ser definitivamente mal em outra.

 

O significado do homem é substancializado pela encarnação. Nós nos tornamos participantes da vida divina e devemos assumir uma nova responsabilidade , a propósito da continuação da realização divina, que se expressa na tarefa de nossa individuação.

 

Individuação não significa apenas que o homem se tornou verdadeiramente humano e distinto do animal, mas que ele também se tornou parcialmente divino. Isto significa que ele deve tornar-se adulto, responsável por sua existência, sabedor de que ele não apenas depende de Deus mas que Deus também depende dele.

 

A relação do homem com Deus deve submeter-se a uma mudança importante: em vez de adorações a um rei, ou as orações de uma criança a um pai adorável, a responsável e viva e realizadora vontade divina em nos, será nossa forma de adorar e de trocar com Deus. Sua bondade significa graça e luz e seu lado obscuro, as terríveis tentações de poder. São as distinções entre o ego e self. Quando o ego se torna capaz de perceber um centro transpessoal. Então ele começa a ter uma percepção do que significa a Vontade Divina.
(TEXTO USADO POR ADRIANA FERREIRA EM TIRADENTES/2013, SEMINÁRIO DE SONHOS)

 

 

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

SONO E SONHO

                                                                  VAN GOGH
(TEXTO QUE ME VEIO ÀS MÃOS, TRADUZIDO POR MIM.
ELIANA MIRANZI)


A ORIGEM DO SONO E DOS SONHOS

SRI AUROBINDO

NÃO SOMOS CAPAZES DE ACEITAR O ESTADO DE SONHO COMO UMA ADEQUADA ANALOGIA PARA A VIDA HUMANA. MAS NÃO SERIA APROPRIADO DESPREZAR AS EXPERIÊNCIAS DESTE ESTADO, CONSIDERANDO-O SEM VALOR OU PURAMENTE CAÓTICO.SRI AUROBINDO REVISA A NATUREZA DO SONO E DOS SONHOS.”O QUE ACONTECE NO SONO É QUE NOSSA CONSCIENCIA SE AFASTA DO CAMPO DE SUAS EXPERIENCIAS QUANDO ESTAMOS ACORDADOS;ESPERA-SE QUE HAJA REPOUSO,SUSPENSÃO OU   LATENCIA,MAS ESTE É UM MODO DE PENSAR SOBRE O ASSUNTO SUPERFICIALMENTE. O QUE ESTÁ LATENTE  SÃO AS ATIVIDADES QUE TEMOS QUANDO DESPERTOS, O QUE REPOUSA É A SUPERFÍCIE DA MENTE E A AÇÃO CONSCIENTE NORMAL DE NOSSA PARTE CORPORAL;MAS A CONSCIENCIA INTERIOR NÃO ESTÁ SUSPENSA, E SIM ENTRA EM ATIVIDADES INTERIORES, APENAS UMA PARTE DAS QUAIS, UMA PARTE ACONTECENDO OU GRAVADA EM ALGO EM NÓS QUE FICA PERTO DA SUPERFÍCIE, NÓS  PODEMOS LEMBRAR.É MANTIDO NO SONO, POIS ESTÁ PERTO DA SUPERFÍCIE, UM ELEMENTO SUBCONSCIENTE OBSCURO QUE É UM RECEPTÁCULO OU PASSAGEM PARA NOSSAS EXPERIENCIAS NOS SONHOS E É POR SI MESMO UM CONSTRUTOR DE SONHOS; MAS ATRÁS DISSO FICA A PROFUNDEZA E MASSA DO SUBLIMINAR, A TOTALIDADE DE NOSSO SER INTERIOR E CONCIENCIA OCULTOS, O QUE É ASSUNTO DE UMA OUTRA ORDEM.   

quarta-feira, 20 de março de 2013

CONSCIENTE E INCONSCIENTE


Sincronicidade


(TEXTO ENCONTRADO NA INTERNET)

Termo cunhado por Carl Gustav Jung para sua teoria de que tudo no universo estava interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física) estavam em algum tipo de sincronia, que fazia certos eventos isolados parecerem repetidos, em perspectivas diferentes. Tal idéia desenvolveu-se primeiramente em conversas com Albert Einstein, quando ele estava começando a desenvolver a Teoria da Relatividade. Einstein levou a idéia adiante no campo físico, e Jung, no psíquico.

A sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos. Um sonho de um avião despencando das alturas reflete-se na manhã seguinte numa notícia dada pelo rádio. Não existe qualquer conexão causal conhecida entre o sonho e a queda do avião. Jung postula que tais coincidências apóiam-se em organizadores que geram, por um lado, imagens psíquicas e, por outro lado, eventos físicos. As duas coisas ocorrem aproximadamente ao mesmo tempo, e a ligação entre elas não é causal.

Antecipando-se aos críticos, Jung escreve: "O ceticismo... deveria ter por objeto unicamente as teorias incorretas, e não assestar suas baterias contra fatos comprovadamente certos. Só um observador preconceituoso seria capaz de negá-lo.
A resistência contra o reconhecimento de tais fatos provém principalmente da repugnância que as pessoas sentem em admitir uma suposta capacidade sobrenatural inerente à psique".

Os fenômenos sincronícos manifestam-se com muito maior freqüência quando a psique está funcionando num nível menos consciente (estado de ondas alfa), como em sonhos, meditações ou devaneios. Assim que a pessoa se aperceba do evento sincroníco e se concentre nele, o perde, pois a idéia de tempo e espaço volta a reinar na consciência. Jung sublinha que a sincronicidade parece depender consideravelmente da presença de afetividade, ou seja, sensibilidade a estímulos
emocionais.

A grande sacada de Jung foi colocar a sincronicidade como algo abrangente do TODO, e não de um mero evento. Ele pergunta: Como pode um acontecimento remoto no espaço e no tempo produzir uma correspondente imagem psíquica, quando a transmissão de energia necessária para isso não é sequer concebível? Por mais incompreensível que isso possa parecer, somos compelidos, em última instância, a admitir a existência no inconsciente de algo como um conhecimento ‘a priori’ ou uma relação imediata de eventos que carecem de qualquer base causal. Ou seja: a pessoa que acessou o avião caindo sempre soube, só que não sabia que sabia, porque na verdade não existe espaço nem tempo para o
self! É o nível búdico!

Segundo ele, os pensamentos
vêm-nos à consciência; as intuições e pensamentos que surgem do inconsciente não são produtos de esforços deliberados para pensar, mas objetos internos, parcelas do inconsciente que pousam ocasionalmente na superfície do ego. Jung gostava de dizer, por vezes, que os pensamentos são como pássaros: eles chegam e fazem ninho nas árvores da consciência por algum tempo, e depois alçam vôo de novo. São esquecidos e desaparecem.

A matemática é um produto puro da mente, e não se mostra em parte alguma do mundo natural; no entanto, pessoas podem sentar-se em seus gabinetes e gerar equações que rigorosamente predizem e captam objetos e eventos físicos. A Jung impressionava que um produto puramente psíquico (uma fórmula matemática) pudesse ter um relacionamento tão extraordinário com o mundo físico. Por outro lado, Jung propõe que os arquétipos também servem como ligações diretas entre a psique e o mundo físico, mas não são as causas destes. Parece sim, ligá-lo a "operadores" que organizam a sincronicidade.

Os junguianos comentam que no inconsciente não há segredos. Todo o mundo sabe tudo. Pode-se comparar esse conhecimento com o "Olho de Deus", o "Olho que tudo vê" ou o "Grande Irmão". Não é apenas o que fazemos, mas até o que pensamos - que É o que somos! - que pode ser acessado.

Jung vai ainda mais longe em sua definição de Sincronicidade, que recebe o nome de Cosmologia na sua forma mais abrangente, onde relaciona a organização ‘acausal’ no mundo, sem referência à psique humana. Antes de nós existirmos, existia a organização, a sincronicidade; então, quem geria isso? Ele diz: "Nessa categoria se incluem todos os "atos de Criação", fatores a priori, tais como, por exemplo, as propriedades dos números primos, as descontinuidades da física moderna, etc."

Nós, seres humanos - ensina ele - temos um papel especial a desempenhar no universo. O nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e de introduzi-lo no espelho da consciência. Cada pessoa pode testemunhar o Criador e as obras Criativas desde dentro, prestando atenção à imagem e à sincronicidade. Pois o arquétipo não é só o modelo da psique, mas também reflete a real estrutura básica do universo. "Como em cima, assim em baixo" falou o Mestre Hermes Trismegisto. "Como dentro, assim fora" responde o moderno explorador da alma, Carl Gustav Jung.

Extraído e adaptado do livro Jung, o mapa da alma, de Murray Stein. Agradecimentos a Klash pela introdução.

"Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o "padrão de Deus" existe em cada homem, e que esse padrão (pattern) é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada." (C.G. Jung)

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

SONHOS DE 2012

DO SEMINÁRIO DE SONHOS DE 2012, TIRADENTES, MG.

POEMA DE BORGES


Para uma versão do I Ching
JORGE LUIS BORGES
 
O porvir é tão irrevogável
como o rígido ontem.
Não há uma coisa
que não seja uma letra silenciosa
da eterna escrita indecifrável
cujo livro é o tempo.
Quem se afasta
de sua casa já retornou.
Nossa vida
é senda futura e percorrida.
Nada nos diz adeus. Nada nos deixa.
Não te rendas. O carcere é escuro,
a firme trama é de incessante ferro...
Mas de algum canto de seu encerro
pode haver um descuido, uma fenda.
O caminho é fatal como flecha
Mas nas gretas está Deus,
que espreita.

sexta-feira, 8 de março de 2013

OFÍCIO DE PASSARINHO



MANOEL DE BARROS

Desde sempre parece que ele fora preposto a pássaro.
Mas não tinha preparatórios de uma árvore
Pra merecer no seu corpo ternuras de gorjeios.
Ninguém de nós, na verdade, tinha força de fonte.
Ninguém era início de nada.
A gente pintava nas pedras a voz.
E o que dava santidade às nossas palavras era
a canção do ver!
Trabalho nobre aliás mas sem explicação
Tal como costurar sem agulha e sem pano.
Na verdade na verdade
Os passarinhos que botavam primavera nas palavras.