quarta-feira, 10 de abril de 2013

ANIMA MUNDI


JUNG

- Jung moveu-se em direção a uma concepção de arquétipos como padrões autônomos de significado que informa a ambos: psique e matéria, providenciando uma ponte entre o interior e o exterior. A sincronicidade postula um significado que está a priori em relação a consciência humana e aparentemente existe fora do homem.

 

Sempre que entramos em contato com um arquétipo entramos numa relação com fatores transconscientes e metafísicos.

 

Os últimos trabalhos de JUNG aproximaram intimamente a compreensão de um mundo com alma, uma alma do mundo- anima mundi – na qual a psique humana participa e com a qual ela compartilha os mesmo princípios ordenadores de significado.

 

Jung considera a natureza essencial da psique humana como sendo religiosa.

 

Segundo Jung, a humanidade tem suas vias para estabelecer estas conexões:

“O mito é pré eminentemente um fenômeno social: é contado por muitos e ouvido por muitos. Ele oferece a inimaginada e ultima experiência religiosa: uma IMAGEM, uma forma na qual se expressar, e isto torna a vida comunitária possível”.

 

Jung também coloca no que diz respeito à encarnação de Deus :

“O ego é participante do sofrimento de Deus. Nós nos tornamos participes da natureza divina. Nós somos o vaso do sofrimento da Divindade no corpo”.

 

A individuação e a existência individual são indispensáveis para a transformação de Deus. A consciência humana é o único olho vidente da Divindade.

 

Apesar da encarnação divina ser um evento cósmico e absoluto, ele apenas se manifesta empiricamente naqueles relativamente poucos indivíduos capazes de consciência suficiente para tomar decisões éticas, isto é,  decidir pelo bom.

 

O conhecimento do que é bom não é dado a priori, para isto é necessário uma consciência capaz de discernir e distinguir. Não uma tal coisa como O BOM em geral, porque algo que é definitivamente bom em uma situação pode ser definitivamente mal em outra.

 

O significado do homem é substancializado pela encarnação. Nós nos tornamos participantes da vida divina e devemos assumir uma nova responsabilidade , a propósito da continuação da realização divina, que se expressa na tarefa de nossa individuação.

 

Individuação não significa apenas que o homem se tornou verdadeiramente humano e distinto do animal, mas que ele também se tornou parcialmente divino. Isto significa que ele deve tornar-se adulto, responsável por sua existência, sabedor de que ele não apenas depende de Deus mas que Deus também depende dele.

 

A relação do homem com Deus deve submeter-se a uma mudança importante: em vez de adorações a um rei, ou as orações de uma criança a um pai adorável, a responsável e viva e realizadora vontade divina em nos, será nossa forma de adorar e de trocar com Deus. Sua bondade significa graça e luz e seu lado obscuro, as terríveis tentações de poder. São as distinções entre o ego e self. Quando o ego se torna capaz de perceber um centro transpessoal. Então ele começa a ter uma percepção do que significa a Vontade Divina.
(TEXTO USADO POR ADRIANA FERREIRA EM TIRADENTES/2013, SEMINÁRIO DE SONHOS)

 

 

 

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