quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

SONHOS REAIS

NUM FINAL DE ANO:QUE SIRVA COMO REFLEXÃO.
'Sonhos são feitos de quê? Talvez de imaginação? Pedaços de memórias? Desejos e vontades? Mas aí é que está: quando você não desiste deles, mesmo que eles só estejam dentro da cabeça, o tempo faz os sonhos começarem a amadurecer. Sonhe o sonho e um dia ele deixa de ser sonho. Deixa de ser flor para virar fruto. Então é só colher pra virar realidade.'' 
Fernando Palacios 
W'nderer Writer e a Volta ao Mundo
E...DEPOIS, AGRADECER...
APRENDER A SER GRATO,
É FUNDAMENTAL.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


EXISTÊNCIA
ROSEANA MURRAY

Será que o destino
é um mapa
e se conseguir decifrar
o que está oculto,
os rios subterrâneos,
as pegadas no chão
de terra,
poderei responder ao poeta
"existirmos, a que será
que se destina?"

Será que o destino
é uma teia
e somos nós as aranhas
e fabricamos as esquinas,
as bifurcações
com nossa saliva?

Basta seguir a seta
onde se lê a palavra
vida?

in Diário da Montanha, ed. Manati

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MATURIDADE DA ALMA


                               VELASQUEZ-ESPANHA

PRECE À MATURIDADE
Agora que a soma dos erros derrubou as jovens ilusões de onipotência, não me tira a pretensão de continuar tentando acertar.
Agora que tantos desenganos, tantas incompreensões repetiram lições de ceticismo, conserva minha boa fé e minha disponibilidade frente às criaturas.
Agora que as forças do meu corpo começam a falhar, alerta meu espírito; livra-me do comodismo; redobra minha vontade.
Agora que perdi a abençoada cegueira da juventude e só posso amar de olhos abertos, redobra minha compreensão, ajuda-me a superar as mágoas, protege-me da amargura.
Agora que aumenta o círculo das criaturas que me olham e esperam alguma coisa de mim, dá-me um pouco de sabedoria, ensina-me a palavra certa, inspira-me o gesto exato, norteia minha atitude.
Deus, conceda-me a graça de não cair na desilusão, de não chorar o passado, de continuar disponível, de não perder o ânimo, de envelhecer jovem, de chegar à morte com reserva de amor.
Autor desconhecido.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

FAXINA DE FIM DE ANO



(LEIAM, COMO SE ESTIVESSEM LENDO A ANATOMIA DE UM CORAÇÃO)

FAXINA DE FIM DE ANO.

SENTIMENTO DE SOLIDÃO?
SIM, SOMOS TODOS SÓS. É PARTE DE NOSSA CONDIÇÃO HUMANA.
ACHO QUE NÃO SENTE ISSO SÓ QUEM NÃO ALCANÇA A CAPACIDADE ABENÇOADA DA INTROSPECÇÃO.EM ÉPOCAS QUE É NATURAL HAVER CONFRATERNIZAÇÕES, COMPARTILHAMENTOS, ISSO BROTA FORTE.QUANDO É HORA DE GRANDES GUINADAS, SÉRIAS TOMADAS DE DECISÃO E NOVOS POSICIONAMENTOS, MAIS SÓS FICAMOS.É A NOSSA VIDA, QUE SÓ A NÓS PERTENCE.
PARTE DE NOSSAS  DEBILIDADES. TEMOS SIM, TRISTEZAS, MELANCOLIAS, ANGUSTIAS DOÍDAS.
SENSAÇÕES DE NÃO PERTENCIMENTO, DE SER “AVULSO”... DE NÃO NOS ENCAIXARMOS EM ALGO QUE NOS PARECE UM TODO. SENTIMENTOS DE REJEIÇÃO. ESTRANHAMENTO. SIM.
MAS APRENDÍ A DURAS PENAS QUE ISSO DEVE SER ACOLHIDO E BEM CUIDADO. ATENCIOSAMENTE OBSERVADO E TRATADO.ACHO QUE NUNCA VOU FINALIZAR ESTE APRENDIZADO.
VALORIZO-ME MAIS, A CADA VEZ QUE PERCEBO QUE FUI CAPAZ DE SUPERAR MAIS UMA ESCAVAÇÃO, DESCOBRINDO EM MIM IMENSOS TALENTOS E DONS PELOS QUAIS APRENDO A SER SEMPRE MAIS E MAIS GRATA, PROFUNDAMENTE RECONHECIDA. REVERÊNCIA AO CRIADOR QUE ASSIM ME CONSTRUIU. E ME AJUDA NOS ACABAMENTOS E RETOQUES.
SEGUNDO SARAMAGO, DEVO FAZER PARTE DA “TRIBO DA SENSIBILIDADE”.
PROVAVELMENTE.
COM CARINHO,
ELIANA MIRANZI
UBERABA/30/NOV./2012


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CAMINHOS DO MUNDO


FRASE DO LIVRO:"A JANGADA DE PEDRA"
"Ainda que que meu destino me conduza a uma estrela,
 nem porisso estou dispensado de percorrer os caminhos do mundo." –
 José Saramago.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OUTROS PENSAMENTOS


OTTO RANK –CARL ROGERS – ROLLO MAY-FRITZ PERLS……

"A correta didática da análise é aquela que não difere em nada do tratamento curador. Como, realmente, poderá o futuro analista aprender a técnica se ele não a experimenta exatamente como deve aplicá-la depois?"


- Extraído de uma carta a Jessie Taft, citada em "Denial of Death (A Negação da Morte)", de Ernest Becker

Projeção e Identificação

"Quanto mais rica - ela é, mais variada e completa - a vida emocional de um indivíduo, menos ele tende à projeção, e mais inclinado ele será à identificação. Sua válvula de escape e satisfação vem da identificação de si mesmo com as emoções do outro. Por outro lado, quanto mais estreita e restrita é a vida de um indivíduo, mais intensas serão as suas poucas emoções, menos inclinado a, e menos capaz de, identificar-se - a falta do que ele tem de compensar através da projeção. Projeção, assim prova-se ser um mecanismo de compensação que ajusta uma ausência/falta interna. Identificação, por outro lado, é uma expressão de abundância, do desejo por união, por alianças, por compartilhamento."

 


 
Na Sociedade Psicanalítica de Viena

 

(...) Em 1924 Rank publicou "O Trauma do Nascimento", explorando como a arte, mito, religião, filosofia e terapia foram iluminadas pela "ansiedade de separação" na "fase antes do desenvolvimento do Complexo de Édipo" (p.216 - do original). Mas não existia tal fase nas teorias de Freud. O Complexo de Édipo, explicado por Freud exautivamente, era o núcleo da neurose e a fonte original de toda arte, mito, religião, filosofia, terapia - de toda cultura humana e civilização. Foi a primeira vez que alguém do círculo interno se atrevera a sugerir que o Complexo de Édipo pudesse não ser o supremo fator causal na psicanálise. Também foi a primeira vez que alguém no círculo interno se atrevera a sugerir que haveria um complexo "pré-Edipiano" - um termo que não existira até aquele ponto. Rank foi o primeiro a usar o termo "pré-Edipiano" em um fórum público psicanalítico em 1925 (Rank, 1996, p.43 - do original). Na nova edição do Dicionário Oxford Inglês, Rank será creditado como criador desse termo, que se pensava ter sido introduzido por Freud em 1932.


 

 
Influência

 

Rollo May, um pioneiro da psicoterapia existencial nos Estados Unidos, foi profundamente influenciado pelas leituras e escritas pós-freudianas de Rank, e sempre considerou Rank o mais importante precursor da terapia existencial. Logo após sua morte, Rollo May escreveu o pósfácio a coleção editada por Robert Kramer dos escritos americanos de Rank. "Sempre achei Otto Rank o grande gênio irreconhecido no círculo de Freud," disse May (Rank, 1996, p.xi - do original).

 

Rollo May: 1903-1995


Em 1936
Carl Rogers, o psicólogo mais influente nos EUA depois de William James, convidou Otto Rank a fazer uma série de leituras em Nova Yorque sobre os modelos pós-freudianos de terapia experiencial e relacional rankianos. Rogers se transformou com essas leituras e sempre creditou Rank por haver moldado profundamente a terapia "centrada no cliente" e toda a profissão de counselling. "Eu me contaminei com as idéias de Rank," disse Rogers (Rank, 1996, p.263 - do original)

Carl Rogers: 1902-1987

 


O escritor Paul Goodman, que foi co-fundador com Fritz Perls do método da Gestalt de psicoterapia, um dos mais populares no mundo atualmente, e um que usa o modelo aqui-e-agora de Rank no seu trabalho, descreveu as idéias pós-freudianas de Rank sobre arte e criatividade como "acima dos elogios (beyond praise)" em Gestalt Terapia. (Perls, Goodman and Hefferline, 1951, p.395 do original).

Paul Goodman: 1911-1972

 

Fritz Perls: 1893- 1970

 

sábado, 17 de novembro de 2012

GUARDAR NA ALMA

POSTO AQUI ESTE POEMA POR INDICAÇÃO DE HELO BELO , AMIGA DE SONHOS.
                            
 Guardar

                        Antonio Cícero


                   Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

                           Em cofre não se guarda coisa alguma.

                              Em cofre perde-se a coisa à vista.

                      Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por

                   admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

                    Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por

                  ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,

                                  isto é, estar por ela ou ser por ela.

                   Por isso, melhor se guarda o vôo de um  pássaro

                                  Do que de um pássaro sem vôos.

                Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,

                         por isso se declara e declama um poema:

                                            Para guardá-lo:

                      Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:

                           Guarde o que quer que guarda um poema:

                                        Por isso o lance do poema:

                               Por guardar-se o que se quer guardar.