quinta-feira, 21 de junho de 2012

MITOS GREGOS


APOLO ATACA PYTHON
DIFERENTES MITOS

O MITO PELASGO DA CRIAÇÃO
Desconheço a autoria deste texto


Segundo os pelasgos quando nada exista e tudo era possibilidade surgiu no infinito e incógnito, a Mãe da Criação. A deusa Eurínome, a Criadora de todas as Coisas. Ela emergiu de regiões do céu profundo dançando a dança da vida. Dançando ela criou as estrelas e os planetas, e criou para cada um deles um espaço determinado, e um deus, que por eles se responsabilizou. Distribuiu no espaço profundo as constelações e escolheu um planeta para a divina experiência da existência humana. O planeta escolhido foi a Terra, a deusa visando preparar um ambiente propicio para a florescência da sua criação logo separou os mares e criou territórios firmes. A seguir, voando nas asas dos ventos ela girou continuadamente. Até que sentiu o frio magoar seu corpo, e para se aquecer esfregou suas mãos; e desse atrito surgiu Ofião, uma enorme serpente gasosa e úmida que logo dela se enamorou, e cheia de paixão anelou-se em seu corpo e a inseminou. A deusa então se metamorfoseou em uma enorme pomba branca, e livre do abraço de Ofião voou sobre o oceano, até que na hora devida ela depositou nas águas o Ovo Universal. A deusa reassumiu sua forma humana, convocou Ofião outra vez e ordenou que ele se enrolasse por sete vezes nesse Ovo Cósmico. Quando chegou a hora da manifestação o Ovo se partiu em dois e dele saiu o Sol e a Lua, a atmosfera, os rios, os cristais, as plantas, os animais providos de escamas, de penas e de pelos e o primeiro homem, o ancestral dos pelasgos, Pelasgo.  E dele nasceram inúmeros outros que viviam andando pelos campos da Arcádia, e alimentavam-se da carne de animais, de frutos e nozes, e para proteger o corpo das intempéries vestiam-se com roupas feitas de pele de porco.


MITOS DA CRIAÇÃO HOMÉRICOS E ÓRFICOS


Os mitos homéricos acreditam que a deusa Tétis, Senhora das Águas Abissais, se uniu ao deus Oceano cujas correntezas envolvem a Terra, e assim tornou-se  a mãe de todas as criaturas vivas. Já os órficos dizem que em certo momento, em uma região fora e além do tempo, uma deusa de enormes asas negras chamada, Noite. A deusa Noite vivia numa caverna escura e inexpugnável. Em dado momento ela se dividiu e formou uma tríade: Lei, Ordem e Justiça. Depois disso, com grande estrondo a deusa saiu da caverna e logo foi cortejada pelo deus dos movimentos infinitos, o Vento. Apaixonaram-se e se uniram, e dessa união nasceu um grande Ovo de Prata que foi depositado pela deusa na imensidão das águas primordiais. Esse Ovo continha a vida e o esplendor da sua diversidade em estado latente. Do Ovo de Prata o primeiro a surgir foi Eros, o deus do amor,  que ao nascer colocou o Universo em movimento, e fez a vida se manifestar como uma realidade palpável ainda que em mutação constante.


AS CINCO IDADES DO HOMEM


Diz outro mito que a Mãe Gaia gestou e deu a luz espontaneamente, a natureza e alguns seres primitivos. Os filhos de Gaia se desenvolveram em cinco etapas. Os primeiros seres humanos foram chamados semi-divinos e  frutos da raça de ouro, eles viviam sem preocupações, não precisavam trabalhar, e se alimentavam de frutas, amêndoas, mel e do leite de ovelhas e cabras. Esses homens e mulheres nunca envelheciam e viviam muito alegremente, confiavam na vida e a nada se apegavam, por isso, eles não temiam a morte. Esses seres que formaram a raça de ouro depois que morreram, permaneceram  vivos em espírito em uma dimensão superior e inspiram seus descendentes dando orientações de como obter boa sorte, ao mesmo tempo em que zelam pela sustentação da criação. Depois da raça de ouro ter cumprido o seu ciclo surgiu a raça de prata. Os homens dependiam inteiramente de suas mães e as obedeciam com submissão. Alimentavam-se do pão que era oferecido pelos deuses e viviam mais de cem anos. Eram homens fortes, porém, ignorantes da própria força, eram cordatos e não guerreavam entre si. Zeus os destruiu porque não reverenciavam os deuses. A raça de bronze sucedeu a de prata. Nessa era os homens já nasceram portando armas de bronze e tinham prazer em guerrear entre si. Alimentavam-se de pão, carne de animais e frutas. Como eram muito irascíveis, impiedosos e insolentes foram eliminados pela deusa da Morte. A quarta raça também era de bronze, mas os seres eram mais nobres belos e generosos. Eles foram criados pelos deuses que os inseminaram no ventre das mulheres mortais que existiam no planeta. Esses homens foram heróis divinizados,  e hoje vivem nos Campos Elíseos e inspiram valores e princípios aos seus descendentes na Terra. A quinta raça é a atual humanidade, que é conhecida como a idade do ferro. Reza o mito que essa raça que existiria na idade do ferro seria indigna dos seus ancestrais porque se afastaria muito da divindade e dos princípios. Seria uma raça desigual, inteligente e ignorante ao mesmo tempo, cruel, e injusta, porque que abandonaria crianças e velhos, os homens seriam corruptos e explorariam as mulheres, eles também seriam gananciosos e libidinosos.

Como podemos observar lendo esses mitos, as coincidências entre eles e outras narrativas encontradas em outras mitologias como na a hebraica, a hindu e a egípcia nos remetem a teoria do conhecimento único que foi espalhado pelo mundo e traduzido de maneiras diversas na forma de representação exterior, porém obedecendo ao mesmo conteúdo. É impressionante a semelhança desse mito das idades do homem com o pensamento védico da Índia. Principalmente no que concerne a idade do ferro, a atual era. No Rig veda a descrição é praticamente a mesma, e a idade é chamada Kali Yuga. Assim podemos perceber que a totalidade do humano está presente nos mitos. Eles narram a inquietação da inteligência humana e a necessidade da alma de saber sua origem, assim como a origem do universo, e de desvendar os mistérios da vida e da morte. O destino humano no seu aspecto essencial obedece aos ditames do ego-personalidade, do inconsciente e do supraconsciente. Os mitos transcendem o raciocínio linear e nos impõe o raciocínio analógico, e este busca o que nos une e não o que nos separa enquanto espécie. Os símbolos e mitos são a linguagem do inconsciente e do supraconsciente, eles reaproximam a memória objetiva da abstração criativa e da grandeza contida na trajetória do espírito: a vida na forma, a morte e a imortalidade. O poder do sagrado se revela através do despertar de uma visão integral e unificadora da concepção e do significado da vida. Os mitos e símbolos contêm um dinamismo revelador que é a força evolutiva sempre presente e atuante no psiquismo humano.

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